Os aparelhos eletrônicos estão presentes em nossas casas, nossos locais de trabalho, em praticamente todos os momentos das nossas vidas. E sempre há um equipamento sendo substituído por outro mais moderno. Isso é muito comum no caso dos celulares, não é mesmo? Poucas pessoas pensam, no entanto, em como se desfazer corretamente do aparelho antigo. Computadores fora de uso, televisores velhos, consoles de videogame que foram abandonados, tudo isso compõe o lixo eletrônico, ou e-lixo, e precisa ser corretamente descartado.
Eletrônicos mais complexos podem ter até 60 substâncias químicas, algumas delas tóxicas, como mercúrio (pode afetar o sistema nervoso, os rins e o cérebro), cádmio (um risco para os rins e os ossos), chumbo e cobre. Se forem simplesmente jogados na lata de lixo, esses objetos vão para aterros sanitários, afetando o solo e os depósitos de água subterrâneos, expondo o meio ambiente e a população a situações de risco.
O Brasil é o país que mais produz lixo eletrônico por habitante – a média é de 500g de e-lixo por pessoa por ano, segundo a ONU. As Nações Unidas estimam que são produzidas 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano – é o equivalente a uma fila de caminhões caçamba dando meia volta no planeta.
Quase todos os equipamentos elétricos e eletrônicos jogados fora são considerados lixo eletrônico, basta ser um aparelho que tenha componentes elétricos abastecidos por pilhas ou baterias. Explore esse tema com seus alunos – peça para que eles identifiquem e listem todos os eletrônicos com os quais entram em contato no dia a dia.