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São Paulo - Os e-mails fraudulentos são uma praga que não pára de crescer. Confira 10 conselhos para ajudá-lo a nao cair neste golpe online.
Basta abrir sua caixa de e-mails para trombar com eles. Os e-mails fraudulentos são uma praga que não pára de crescer. Só a Symantec afirma ter barrado 1,5 bilhão de mensagens desse tipo no primeiro semestre do ano passado. E como evitar que seus dados caiam nas mãos de criminosos? É só tomar alguns cuidados:
1) Instale um filtro anti-spam - Eles não resolvem tudo, mas reduzem sensivelmente a quantidade de lixo e de mensagens de criminosos que chegam à sua caixa de entrada
2) Desconfie sempre - Prêmios, vídeos de gente famosa flagrada com o novo namorado, fotos inéditas da última tragédia... Não acredite em nada desse tipo. Temas como esses são as iscas prediletas utilizadas por criminosos para que você baixe arquivos que roubam dados do PC, que são enviados pela internet. Recebeu algo assim? Apague.
3) Não clique em links de e-mails - Mesmo que uma mensagem pareça legítima (traz como remetente o seu banco e pede para você clicar em uma promoção, por exemplo), resista. Links são facilmente camuflados (você vê www.banco.com.br, mas é redirecionado para www.qualquercoisa.com.br). Se você quer mesmo saber se o seu banco tem alguma nova promoção, digite o endereço da instituição diretamente no navegador.
4) Cuidado ao fazer downloads - Procure baixar programas de fontes confiáveis, que verificam os arquivos que disponibilizam. Se puder, evite os serviços de compartilhamento. Eles são uma das principais fontes de disseminação de programas nocivos.
5) Fique esperto com o Messenger - Recebeu um link pelo MSN Messenger ou qualquer outra ferramenta de comunicação? Novos vírus disparam essas mensagens automaticamente. Cheque com o remetente se foi ele mesmo e do que se trata.
6) Seja discreto no Orkut - Páginas de comunidades são muito legais, mas também são uma fonte preciosa de dados para criminosos. Lá eles encontram e-mails e outras informações que podem ser utilizados para golpes. Por isso, seja discreto em seu perfil e restrinja o acesso aos seus dados.
7) Instale um bom antivírus - Já foi o tempo em que ele era suficiente para proteger os computadores. Mas é um componente importante no pacote de proteção. Para conferir nosso comparativo de pacotes de proteção, que trazem vários tipos de ferramentas, clique aqui.
8) Adote um anti-spyware - Com a proliferação de programas espiões, o anti-spyware passou a ser item obrigatório no pacote de proteção.
9) Tenha um firewall - As últimas versões do Windows incluem esse tipo de ferramenta, mas é recomendável adotar uma solução de terceiros, que ofereça um maior nível de proteção.
10) Atualize sempre - É chato, mas é preciso ter seus softwares sempre em dia, principalmente o sistema operacional e as ferramentas de segurança (antivírus sem atualização não resolve quase nada). De preferência, configure seus programas para realizar atualizações automáticas.
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Fonte:
Autor: Daniel dos Santos
Título 10 dicas para manter seus dados pessoais longe de criminosos da internet
Data: 30/04/2007
Publicado: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2007/04/30/idgnoticia.2007-04-27.7551649506
Veículo: IDG NOW!
País: Brasil |
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O pedófilo é um criminoso e um doente. Quase sempre, existe uma relação direta com históricos de abusos sexuais sofridos quando criança por quem pratica a pedofilia. A análise, aparentemente simples, é resultado de um estudo permanente levado a cabo pelo psicólogo Vicente Faleiros, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) e um dos elaboradores do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990.
Faleiros trabalha num campo sobre o qual existem poucos dados confiáveis. Faltam estatísticas consistentes sobre o crime, pois a maioria dos casos nunca é denunciada. De uma coisa, contudo, ele tem certeza: o abusador e a vítima devem receber tratamento psicológico. À criança deve ser disponibilizada uma rede de proteção afetiva. Ao pedófilo, tratamento em grupo ou individual pode ser a solução para um comportamento que ele classifica de "obsessivo".
Para o psicólogo, a pedofilia é uma questão "civilizatória", porque a sociedade, "cada vez mais hedonista", não trata adequadamente a questão do desenvolvimento da sexualidade. Em 1993, ele fundou o Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria). Além de comandar a entidade, Faleiros é professor do curso de Psicologia da Universidade Católica de Brasília.
CartaCapital: Qual o perfil do pedófilo?
Vicente Faleiros: A pedofilia, em muitos casos, pode ser considerada uma doença. Do ponto de vista psicológico, o abuso sexual está ligado à força e ao poder. A pessoa busca a satisfação sexual individual sem dar prazer ao outro. É uma negação e inferiorização do parceiro. Até porque quem dá o prazer é uma criança sem defesa ou vontade própria. Em muitos casos, o pedófilo tem um histórico de violência e autoritarismo abusivo na infância. Há também o transtorno da personalidade. É um distúrbio que ocorre durante o desenvolvimento da sexualidade dos pedófilos. O resultado é uma patologia de sexualidade infantilizada, porque pessoas semelhantes ao abusador não proporcionam o prazer da ingenuidade e passividade de uma criança. Mas é também um transtorno social, porque muitos pedófilos tratam a criança como um objeto.
CC: Há características sociais ou de comportamento recorrentes nos pedófilos?
VF: É difícil traçar um perfil social porque muitos casos não são informados à polícia ou a hospitais. Mas o pedófilo é, geralmente, do sexo masculino, entre 25 e 45 anos, de todas as classes sociais. Na maioria das vezes é uma pessoa discreta e tida como normal. Há diferenças entre o pedófilo que se satisfaz com a pornografia e aqueles que chegam a cometer o abuso. O primeiro está relacionado à facilidade da internet. Como ele, muitos não teriam interesse pela pedofilia há 20 ou 30 anos. Por outro lado, o pedófilo que abusa de criança sempre existiu e vai existir. Quase sempre é alguém próximo da vítima, como um irmão, pai ou tio. O abusador usa geralmente a ameaça e a sedução. A ameaça provoca o silêncio. E a sedução causa confusão na criança, que não está preparada para esse tipo de relacionamento interpessoal. É comum a criança se sentir preferida pelo abusador, que a seduz com prêmios, como doces ou dinheiro.
CC: Por que ainda há famílias que preferem esconder casos de abuso sexual?
VF: Há certa cumplicidade e tolerância em relação ao abuso sexual. É comum a família preferir esconder um caso de pedofilia, com medo de estigmatizar ou destruir a reputação de um parente. A tendência é cada vez mais vencer essa mentalidade. Com a divulgação dos casos, as pessoas passam a ter repulsa à pedofilia, em vez de preferirem esconder os casos.
CC: Como deve ser tratado o pedófilo?
VF: É preciso puni-lo, mas também tratá-lo psicologicamente, seja em grupo, seja individualmente. A sanção judicial pode ser uma ameaça ao pedófilo que acessa arquivos na internet. Mas quem tem distúrbio não se sente ameaçado pela lei. O comportamento é muitas vezes obsessivo e somente a punição não é eficaz. Por isso, cada vez mais o tratamento psicológico deve ser aliado à reclusão.
CC: E como deve ser tratada a criança vítima de abuso?
VF: A criança deve ser ajudada a sair do trauma. A hora de revelar o problema é crucial. Depois, é preciso dar apoio à criança, com uma rede de proteção afetiva. O problema deve ser encarado abertamente no âmbito familiar. Muitas crianças se sentem culpadas pelo abuso. O diálogo supera esse trauma e conscientiza a criança de que ela é uma vítima. Devem ser observados os sinais que a criança dá quando é vítima de abuso.
CC: Quais são esses sinais?
VF: Os sinais físicos são mais fáceis de identificar. Geralmente, são lesões na genitália da criança. Os sinais psicológicos são complexos, mas podem ser observados em muitos casos. A criança passa a se desinteressar pelo estudo e por relações com outras crianças. Muitas palavras e desenhos são sobre sexualidade e fantasia com adultos. Ao mesmo tempo, falta à criança espontaneidade em relação ao desenvolvimento sexual com pessoas da mesma idade. A criança fica retraída ou artificial nesse processo.
CC: Como prevenir casos de pedofilia?
VF: O diálogo é a principal arma. A informação é precondição da reação. A educação sexual é a melhor maneira de dar essa condição. A educação cria, principalmente na menina, a noção de que é ela quem controla o próprio corpo. Não significa que ela conseguirá evitar abusos. Mas, se acontecer, ela falará sobre o assunto com a família. Muitas vezes, ela fala com a família quando a pedofilia ainda está na fase de sedução. Os pais também devem ensinar os filhos a usar a internet. A lição "não fale com estranhos" vale para o mundo virtual.
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Fonte:
Autor: Leandro Fortes e Filipe Coutinho
Título: Pedofilia made in Brazil
Data: 23/03/2008
Publicado: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=476
Veículo: Veículo Nacional
País: Brasil |
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Seja na forma de pen drive, ou de tocador de mídia digital (MP3 player), modelos de memórias portáteis (ou memórias flash) são aliados de quem precisa carregar para cima e para baixo os arquivos e documentos mais usados, que precisam estar conosco onde a gente estiver. Estes acessórios são facilmente manipulados mesmo pelos usuários mais leigos, já que podem ser plugados em qualquer computador que possua uma porta (conexão) USB disponível - aliás, já ganharam os formatos mais excêntricos já vistos. Mas o que pouca gente sabe é que a praticidade pode ser uma armadilha: quem não se prevenir, pode transformar estes acessórios em chaves de acesso a pragas virtuais, como vírus, cavalos-de-tróia (trojans) e diversos códigos maliciosos.
"Existem vírus e trojans capazes de se transportar dentro do pen drive. O usuário pluga o acessório no computador, executa sem saber o vírus e infecta a máquina. Se ele (programa malicioso) tiver perfil de autoexecução, pode infectar o computador e seu código ainda permanece no pen drive, podendo infectar outros PCs", explicou Alexandre Moraes, engenheiro de sistemas da consultoria de segurança McAfee.
Como atualmente o hábito de carregar estas memórias é cada vez mais comum, uma das formas de evitar os riscos de infecção é manter o computador de casa com antivírus e antispywares (softwares que combatem programas invasores) atualizados - a máquina pode ser a fonte das pragas virtuais que, em geral, chegam por e-mail e se instalam por ali. Segundo Moraes, os pacotes de softwares antivírus disponíveis no Brasil - seja na forma de caixas em prateleiras de lojas especializadas, seja em versões online personalizadas - já estão preparados para proteger tanto o disco interno do computador como os drives lógicos e portas USB, nos quais ficam plugados os pen drives e MP3 players.
Outra forma de prevenção é optar por modelos habilitados com "U3", tecnologia que permite que o pen drive já carregue consigo versões adaptadas de programas e aplicativos - como antivírus e gerenciador de senha. Quando o usuário conecta o acessório ao computador, ele é capaz de identificar se a máquina em questão está infectada antes de autorizar a execução ou sincronização de arquivos.
"Um modelo que têm a tecnologia U3 aciona uma espécie de menu quando plugado. Se for conectado a um computador infectado por códigos maliciosos, vai rodar softwares pré-instalados e detectar vírus, trojans, o que for, e bloquear sua ação de forma automática", explica Moraes.
E se, apesar de todas estas precauções, o acessório de memória portátil do usuário for infectado por uma destas pragas virtuais - em geral, ações mal executadas que bloqueiem o PC ou mensagens indesejadas e repetitivas são sinais de códigos maliciosos no pen drive -, a recomendação é que o usuário providencie uma cópia de segurança dos arquivos carregados no portátil e, em seguida, execute a formatação do acessório.
Moraes lembra ainda que os novos comportamentos dos usuários brasileiros têm levado as grandes fornecedoras de programas antivírus a fechar parcerias por portais e lojas virtuais para oferecer, na internet, soluções de segurança mais personalizadas.
"Hoje o usuário que não quiser não precisa comprar a caixinha pronta dos programas completos. Basta ir ao portal do seu provedor ou a sites de serviço de antivírus online. É mais prático. O internauta o usuário paga com cartão e recebe um link de acesso, onde ele executa ou faz o download do antivírus. É uma tendência muito forte no Brasil."
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